segunda-feira, 22 de março de 2010

O Rapaz Do Pijama Às Riscas, John Boyne

O Rapaz do Pijama ás riscas, conta-nos a história de Bruno, um rapaz inocente, que não sabe o que é a guerra, muito menos o que e um campo de concentração.
Bruno é filho de um general alemão, cuja promoção leva Bruno e a sua família para longe da sua confortável casa de Berlim. Da janela do seu novo quarto, Bruno consegue ver uma cerca, e para lá da cerca vê muitas pessoas vestidas com um pijama as riscas. Bruno não gosta da sua nova casa, pois aqui ele não tem amigos para brincar nem nada para fazer, a não ser estudar as lições com um professor privado, Herr Listz. Um dia Bruno resolve aventurar-se, e desvendar o que esta para lá da cerca. Bruno andou, andou ate que avistou ao longe "um pontinho que se transformou numa pinta que se transformou numa mancha que se transformou num vulto que se transformou num rapaz". Este rapaz (Shmuel) torna-se o único amigo de Bruno em "Acho- Vil". Bruno continua a visitar (as escondidas dos pais) Shmuel quase diariamente, o que faz com que a amizade entre eles se intensifique.
Esta amizade faz com que Bruno desperte da ignorância, começa a perceber o que se passa a sua volta.
A certa altura, Bruno tem de voltar para Berlim e planeia uma despedida com Shmuel. Esta despedida leva ao final trágico da acção.

Impressão de leitura:
Gostei muito de ler este livro, porque retrata uma grande amizade em tempos de guerra. Durante o desenrolar da acção, o leitor mergulha na época da 2°Guerra Mundial e apercebe-se como eram os campos de concentração e do sofrimento lá vivido. Este sofrimento é demonstrado na obra, por Shmuel, que é um menino triste, separado da mãe, sempre com fome e apesar de viver entre muitos rapazes, o seu único amigo é Bruno.
A parte da história que mais me impressionou foi o final, que eu gostei muito apesar se ser triste. Mesmo sendo um final triste, mas na minha opinião adequado a esta história, desperta fortes emoções no leitor e põe-no a pensar no sofrimento e na tristeza suportado pelas pessoas naquela altura.
O livro mostra-nos como por vezes e preferível ser inocente como Bruno, e que a amizade supere todas as diferenças.

"As barreiras podem dividir-nos mas a esperança vai unirmos"